A LDB tem por finalidade balizar a educação e os rumos que devem ser tomados para que tenhamos um ensino de qualidade; na Seção II, que trata da educação infantil, em seu artigo 29º diz o seguinte: A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade.
Nesta mesma lei, em seu títuloVI, que trata dos Profissionais da Educação, fala no art. 61º: A formação de profissionais da educação, de modo a atender aos objetivos dos diferentes
níveis e modalidades de ensino e às características de cada fase do desenvolvimento do educando, terá como fundamentos:
I - a associação entre teorias e práticas, inclusive mediante a capacitação em serviço;
II - aproveitamento da formação e experiências anteriores em instituições de ensino e outras atividades.
Entendemos ao interpretar os trechos acima que cabe aos professores da educação infantil utilizar todo o seu conhecimento de vida para integrar a criança a realidade da nossa sociedade em conjunto com a família e todos os indíviduos ao nosso redor, para tal, buscando conhecimentos multidisciplinares para exercer tão nobre missão, dessa forma, ao presenciar as mais diversas características individuais de cada aluno, quando se deparar com dificuldades de aprendizagens apresentadas por algumas crianças, o professor perceberá, agirá e alterará positivamente o modo que o aluno reage ao aprendizado e como se portará no cotidiano.
Quando as dificuldades de aprendizagem são analizadas superficialmente, o julgo e a atitude do educador pode prejudicar ainda mais o processo de aprendizagem do indivíduo; a rebeldia, a inquietação, a desatenção ou qualquer outro sintoma que faça a criança destoar das demais deve ser investigado, tratado e aplicada a abordagem correta.
Quando surgir um aluno com dificuldade de aprendizagem e os castigos e premiações não fornecerem resultados satisfatórios, o professor além da primeira impressão de julgar que o aluno seja, preguiçoso, rebelde ou com intelecto limitado deve observar profundamente para trazer soluções reais, evitando futuros problemas emocionais, acadêmicos e
profissionais para o aluno com dificuldade de aprendizagem. As causas podem variar desde déficits no funcionamento cerebral à influencias do ambiente familiar, escolar e social, ainda que os problemas tenham causas genéticas, o ambiente determina a gravidade e sua repercussão.
Cabe ao professor instruir a família, os coleguinhas e ter ele mesmo atitudes positivas, carinhosas, o carinho e o incentivo favorecem o aprendizado enquanto a falta de estímulos
pode atrapalhar inclusive o aluno sem problemas de aprendizagem; a má alimentação e conflitos familiares potencializam a deterioração da qualidade da aprendizagem do aluno; professores despreparados e com sobrecarga de trabalho também impulsionam negativamente o processo ensino/aprendizagem. O professor deve conhecer diferentes práticas de ensino e favorecer diferentes padrões de aprendizagem encontrados nos variados perfis de alunos, atender tanto os alunos com apego ao visual exploratório como também aqueles que gostam de aulas expositivas.